O Todesca está na janela apreciando a paisagem...

O Todesca está na janela apreciando a paisagem...

Expresso do Oriente

Expresso do Oriente

Todos a bordo

Todos a bordo

Restauração e colorização de fotografias.

Restauração e colorização de fotografias.
Caros amigos sem véus e com véus. Com muito gozo divulgo os valiosos préstimos profissionais do meu estimado amigo Reinaldo Elias, que tornou-se um tarimbado especialista em restauração e colorização de fotografias. Pelo criterioso trabalho, que envolve pesquisa e arte os preços cobrados pela restauração e colorização são módicos. Para solicitarem os valiosos préstimos profissionais entrem em contato com o meu querido amigo através do endereço eletrônico: rjelias200@yahoo.com.br Meus outonais olhos estão em água ao lembrar do já distante ano de 1962, quando minha amada e saudosa mãe me levou a uma filial das Casas Pirani, que ficava na Avenida Celso Garcia, para que seu bebezinho nº 6 fosse eternizado nesta fotografia. Embarcamos num trem de subúrbio, um reluzente trem prateado, na Estação de Santo André e desembarcamos na Estação paulistana do Brás. Lembro como se fosse hoje que levei um beliscão da minha genitora, porque eu queria a todo custo embarcar num bonde para chegar as Casas Pirani. Como eram poucas quadras de distância fomos caminhando até o paraíso do consumo. Saudades das Casas Pirani... Ontem, contei ao meu dileto amigo Gilberto Calixto Rios da minha frustração de nunca ter embarcado num bonde paulistano, que para o meu profundo desencanto teve a última linha desativada no ano de 1968, quando estávamos no auge dos nefastos e malditos anos de chumbo. No ano que fui eternizado nesta fotografia fazia sucesso estrondoso na fascinante Arte das Imagens em Movimento a película "Rome Adventure", aqui intitulada "Candelabro Italiano": https://www.youtube.com/watch?v=yLqfxLPga2E que assisti no extinto Cine Carlos Gomes, na condição de vela zeloso das minhas amadas irmãs mais velhas, a Dirce Zaqueu, Jô Oliveira e Maria Inês. Também no ano de 1962 minha diletíssima e saudosa cantora Maysa (1936-1977) deixava sua legião de fãs enternecida com a canção: https://www.youtube.com/watch?v=BeJHOAbkJcg Mãe, sempre te amei, amo e amarei. Saudades... Saudades... Saudades... Caloroso abraço. Saudações emocionadas. Até breve... João Paulo de Oliveira Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver sem véus, sem ranços, com muita imaginação e com muito gozo. PS - Apesar dos pesares acho que continuo um petiz sonhador e esperançoso de um novo dia aos moldes da inesquecível personagem Scarlett O' Hara... Max, traga meus sais centuplicado.

Miniconto

Miniconto
Depois que minha neta me eternizou nesta fotografia o telefone tocou. Ao atender a ligação fiquei aterrorizado ao reconhecer a voz de Hades...

Mimo da Monika

Mimo da Monika
O que nos espera na próxima estação?

A viagem continua

A viagem continua
O quie nos espera na próxima estação?

Lambisgoia da Agrado

Lambisgoia da Agrado
Caros confrades/passageiros sem véus e com véus. A lambisgoia da Agrado, aquela mexeriqueira mor que tudo sabe e tudo vê, me surpreendeu porque não a vi trepar (nem preciso dizer que ela adora o outro significado deste verbo principalmente no presente do indicativo) no topo da locomotiva para se exibir e me ofuscar. Caloroso abraço. Saudações exibidas. Até breve... João Paulo de Oliveira Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver sem véus, sem ranços e com muita imaginação.

Fonte: arqtodesca.blogspot.com.br

Fonte: arqtodesca.blogspot.com.br
Caros confrades passageiros. O pertinaz duende Himineu, que trabalha - com muito afinco para o Todesca - captou e eternizou o momento que a lambisgoia da Agrado, aquela mexeriqueira mor que tudo sabe e tudo vê, estava reflexiva a apreciar a paisagem no vagão restaurante do Expresso do Oriente sob meu comando. Caloroso braço. Saudações reflexivas. Até breve... João Paulo de Oliveira Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

Fonte: arqtodesca.blogspot.com.r

Fonte: arqtodesca.blogspot.com.r
Todos a bordo... A viagem continua...

Blogs todeschinianos

Blogs todeschinianos
Fonte: arqtodescadois.blogspot.com.br "Sonhei que o vagão joaopauloinquiridor.blogspot.com havia caído de uma ponte que ruíra... Mas, foi só um pesadelo..." Caros confrades/passageiros! Não me canso de divulgar os imperdíveis blogs do Todesca: arqtodesca.blogspot.com.br arqtodescadois.blogspot.com.br que são Oásis num deserto de alienação cibernética. É louvável a pertinácia deste notável, tarimbado e erudito ser vivente, que brinda seus felizardos leitores com ecléticas publicações que deixam patente sua vasta erudição e bem viver. Caloroso abraço. Saudações todeschinianas. Até breve... João Paulo de Oliveira Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

Seguidores

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Renúncia já

Caros confrades passageiros.
Neste ínterim, enquanto este governo moribundo não renuncia.
Max.
Renúncia já.
Caloroso abraço. Saudações renunciadas.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.


"Recado irresponsável de Temer
Milton Saldanha, jornalista
O decreto intempestivo de Michel Temer convocando as Forças Armadas para a proteção dos bens públicos, em Brasília, constitui um excesso desnecessário e irresponsável, com cheiro de recado à oposição, onde fica implícita a ameaça de golpe.
As cenas das manifestações em Brasília mostram uma esmagadora maioria em atitudes pacificas, caminhando e empunhando bandeiras, enquanto meia dúzia de vândalos, a serviço da provocação, pagos para isso, e fazendo o jogo do fascismo, depredavam os prédios públicos, tombavam banheiros, arrancavam placas de trânsito e provocam a policia.
Se a polícia de Brasília não tem condições operacionais de reprimir e prender esses marginais, gatos pingados, será melhor encerrar suas atividades.
É claro que tem, mas as cenas não mostram grande disposição para isso. Numa cena da Globo News, por exemplo, dois mascarados jogam pedras nos escudos dos policiais, mas não são perseguidos. Enquanto isso, outros policiais foram para cima de pessoas que simplesmente transitavam, como manifestantes pacíficos.
A convocação das Forças Armadas será sempre a última instância, nos casos realmente graves e quando a policia tiver esgotado sua capacidade de resposta a qualquer tumulto. Nem de longe foi o caso neste episódio.
Michel Temer extrapolou e mostra novamente seu despreparo para o cargo. Renunciar, e logo, será a única coisa boa que lhe resta fazer pelo Brasil.
Milton Saldanha"

segunda-feira, 22 de maio de 2017

domingo, 21 de maio de 2017

Tchau, queridooooooooôôô

Caros confrades passageiros.
A seguir transcrevo a crônica da lavra do meu amigo, o jornalista, escritor e tanguista, Milton Saldanha:

"O cargo não é do Temer. É dos brasileiros.
A insistência e até arrogância do apego de Michel Temer ao cargo já começa a se tornar ofensiva aos brasileiros.
Flagrado em diálogo comprometedor com um agente do crime empresarial, agora Temer se apega a detalhes pontuais para tentar se safar e continuar na presidência. Se alguma parte da gravação do marginal Joesley Batista foi editada é um detalhe irrelevante quando cotejado com o conjunto da obra: um presidente da República ouvindo, impassível, sobre crimes de alta gravidade, que envolvem autoridades do primeiro escalão.
Temer tem que baixar a crista e renunciar, porque toda crise tem um alto custo, no final pago pela sociedade. Um deles é o emperramento da máquina do Estado, pela perda da credibilidade do presidente. As grandes decisões acabam sendo proteladas, ou passam a não merecer adesão e cumprimento porque passou a prevalecer a tolerância com o crime. Isso torna o País ingovernável.
O presidente gosta de se dizer propenso a gestos de grandeza, naquele seu estilo retórico repleto de tricoteios, da voz empostada. Tem agora uma grande chance de provar isso, renunciando. Antes que seja enxotado, com grandes chances até de acabar na cadeia.
O cargo não é dele. É do povo brasileiro, que deseja ser governado com respeito e decência.
Milton Saldanha, jornalista"

sábado, 20 de maio de 2017

E o vento levou


  Fonte: Cena da película, de 1939, "E O VENTO LEVOU".
 

Miniconto
 
Scarlett e Mammy, finalmente a Casa Grande está prestes a ser calcinada.
A Mammy e Scarlett respondem:
- Será?
Max...

sexta-feira, 19 de maio de 2017

quinta-feira, 18 de maio de 2017

"TEM QUE MANTER ISSO, VIU?"

Max, traga meus sais centuplicados misturados com cinco pitadas de pó de pirlimpimpim.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Macro Micro

Caros confrades passageiros.
Tenho a satisfação de - nos dias úteis - acessar o imperdível blog do meu Amigo lusitano, que reside em Macau, o notável jurista, Pedro Coimbra: http://devaneiosaoriente.blogspot.com.br
O blog do Pedro Coimbra deixa patente sua sapiência, bem viver, tolerância, porque nos brinda com artigos que trazem à baila cruciantes problemas que nos afligem, canções memoráveis e, nas segundas e sextas-feiras, temos o deleite de dar boas gargalhadas com as publicações humorísticas, além - é claro - vídeos com este que tomei a liberdade de furtar da página, do assecla da deusa da Justiça e da Sabedoria, que me fascinou por apresentar o macro e micro de maneira espetacular!
Por mais que a ciência avance em tentar explicar o inexplicável para cada fenômeno da natureza desvendado surge mais perguntas.
Como diz o nobilíssimo cientista, Marcelo Gleiser: "quanto mais a a Ilha do Conhecimento aumenta mais o Oceano do Conhecimento amplia.
Em pensar que somos pó de estrelas extintas...
Será que:
- o Multiverso é factível?
- existe formas de vida inteligentes que não são belicosas?
O que me tira completamente da minha zona de conforto e me deixa sem chão é ter ciência da dura realidade, que jamais descobriremos os mistérios insondáveis do Universo...
Max, traga meus sais centuplicado diluídos numa xícara de chá de assombro!
Caloroso abraço. Saudações incognoscíveis.
Até breve...
João Paulo de Oliveira

Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Saudações poentes

Caros confrades passageiros.
O Pôr do Sol, de ontem, aqui na cidade metropolitana de Diadema-SP, foi espetacular. 
Pela primeira vez vi o Sol se pôr entre dois edifícios, que estão localizados no município de São Paulo.
Caloroso abraço. Saudações poentes.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Miniconto


Capa 1951.
Fonte: arqtodesca.blogspot.com.br


Vanda Felix estava exasperadíssima e prestes a esganar o Professor Tierneyano, quando inesperadamente...

domingo, 14 de maio de 2017

Dia das Mães

Caros confrades passageiros.
Agradeço sobremaneira a deferência do meu amigo, o jornalista e escritor Ademir Medici, que é um incansável paladino em prol da memória regional, pela publicação da fotografia, na Página Memória, do dia em curso, que eternizou minha família no ano de 1955.
Esta fotografia foi tirada por um dos competentes fotógrafos do Foto Muito Bom, que ficava na minha cidade de nascença, Santo André-SP, que eternizou milhares de momentos memoráveis de famílias andreenses, que iam ao estabelecimento fotogênico, para eternizar momentos solenes, como por exemplo, Batizado, Primeira Comunhão, Formatura, Casamento e Familiares...
Meus amados e saudosos pais deixaram de existir nos fatídicos dias 9 de agosto de 1997 e 24 de outubro de 2008. Minha amada e saudosa mãe deixou seus seis bebezinhos inconsoláveis, quando deixou de existir no ano de 2008.
Meus pais tiveram sete bebezinhos. o primeiro viveu apenas quatro horas do fatídico dia 18 de novembro de 1942.
Saudades infindas dos meus amados e saudosos pais.
Pai, que saudades da sua risada estrondosa.
Mãe, que saudades do seu imenso amor.
Sempre os amei, amo e amarei.
Seu bebezinho nº 6 desolado e desamparado...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

sábado, 13 de maio de 2017

Miniconto

Fonte: arqtodesca.blogspot.com.br

Enquanto Luiz Bortolo, Luluzinho para os íntimos, não aguentava mais ouvir os urros do seu amicíssimo íntimo, o Nestor, Vanda Felix esta tranquilíssima e não se incomodava com a ansiedade do Professor Tierneyano, pelo fato de saber qual seria o resultado da peleja, porque seu noivo, o arbitro futebolístico, Bonifácio Rolo Grande, recebeu uma polpuda propina para anular gols do time do Luluzinho, mas o inesperado aconteceu...

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Nobilíssimo pintor catalão Salvador Dali (1904-1989)



  Miniconto


Quando recobrei os sentidos percebi - que até a síncope - acreditava piamente que vivia...

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Associação Amigos da Memória de São Bernardo do Campo-SP

Caros confrades passageiros.
Com muito gozo apresento os membros da Associação Amigos da Memória de São Bernardo do Campo-SP.
Também tenho a grata satisfação de informar que fui eleito Conselheiro Fiscal da Associação Amigos da Memória de São Bernardo do Campo - AME, que é uma Organização não Governamental - ONG.
Caloroso abraço. Saudações memorialistas "batateiras".
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

terça-feira, 9 de maio de 2017

Cargo eletivo desnecessário

Caros confrades passageiros.
O meu amigo, o jornalista, escritor e tanguista, Milton Saldanha publicou uma crônica, que tem no seu bojo o desnecessidade, do cargo eletivos de vice-presidente, vice-governador e vice-prefeito.
No caso de vacância do cargo eletivo, por óbito ou renúncia, assumem, na linha sucessória, o Presidente da Câmara, Senado ou do Supremo Tribunal Federal.
Não tinha pensando nesta proposta, mas os argumentos que o Milton Saldanha trouxe à baila são pertinentes.
Caloroso abraço. Saudações inúteis.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.



"Boa hora para extinguir a vice-presidência
Milton Saldanha, jornalista

Desde o impeachment de Dilma o Brasil está sem vice-presidente. Alguém sentiu falta?
Mais do que nunca, e já de olho nas eleições de 2018, está na hora de se extinguir esse cargo inútil, e que só acarreta gastos públicos elevados, com a manutenção de uma vasta estrutura e mordomias, além da corrupção de praxe, até mesmo nas compras para o abastecimento da cozinha do Palácio Jaburu.
Além disso, como mostra a História, com muitos exemplos, o cargo de vice-presidente só serve à manobras, lícitas ou ilícitas, legais ou golpistas, para que o segundo sempre tente, ou sonhe, em ocupar o lugar do primeiro. Nada é mais nocivo para a estabilidade institucional, necessária à missão de governar.
Desde Café Filho, vice de Vargas em 1954, até Michel Temer, para ficar só num período curto da História, os vice-presidentes várias vezes aparecem como sucessores, sem que ninguém tenha votado diretamente neles. Itamar Franco, José Sarney, Temer, todos chegaram à presidência pela porta de vice. Exceto João Goulart, o Jango, eleito em 1955 com mais votos que o titular Juscelino Kubitschek. Naquela época havia votação em separado para presidente e vice. Eles eram de partidos diferentes e opositores. Jango (PTB) foi vice também de Jânio Quadros (UDN). Com a renúncia de Jânio, seguida de tentativa de golpe militar abortada pela resistência da Legalidade, liderada pelo governador gaúcho Leonel Brizola, Jango se tornou presidente. Mas, ao contrário dos outros, estava legitimado pelo voto popular em separado do presidente.
A Constituição já prevê toda a linha sucessória para o caso de morte ou impedimento do presidente. Isso basta, e não gera gastos adicionais ao Estado. Os sucessores têm funções no Legislativo e Judiciário, ao contrário da figura tradicional do vice, num cargo ocioso. Sem governar de fato, o vice está próximo da estrutura do poder e tem tempo de sobra e estrutura a disposição para ficar conspirando, como sempre acontece.
Outra aberração, incompatível com a tecnologia atual nas comunicações, é alguém assumir no lugar de um presidente que viaja ao exterior. Nesses momentos o país passa a ter dois presidentes, um lá fora, outro aqui dentro, um absurdo completo.
Hoje, até dentro do avião, em vôo, o presidente pode exercer plenamente suas funções, sem necessidade de alguém ter ficado em sua cadeira. Isso só serve à falcatruas, porque o interino passa a desfrutar de prerrogativas e privilégios especiais ligados ao cargo.
Acabar com a figura do vice será economia ao País e eliminação de um foco de crises e corrupção. E mais: acaba também com os conchavos espúrios entre os partidos, que negociam o cargo na hora de formar chapas para eleições.
Os mesmos motivos servem para se eliminar, imediatamente, os cargos de vice-governadores e vice-prefeitos."

domingo, 7 de maio de 2017

sábado, 6 de maio de 2017

Miniconto

 
Vanda Felix saiu do seu labor, na EMEF Cacilda Becker, fortalecida e feliz, porque seus regidos paulistanos são leitores vorazes e aprendizes insaciáveis; mas um fato inusitado aconteceu, quando ela estava prestes a sair do Educandário, porque uma intensa luz a envolveu completamente. De pronto a Sherezade pensou que a luz era de uma máquina voadora prestes a pousar no Aeroporto de Cegonhas, digo, Congonhas, mas ela ficou aterrorizada e emitiu um grito de pavor, porque se deu conta que estava em processo de abdução e, depois de abduzida, soube que eram alienígenas do planeta Lascivo, que são tarados por terráqueas, que lecionam nas municipalidades paulistana e diademense. Esta abdução foi um divisor de águas na vida da sapiente, tarimbada e tolerante Vanda Felix, porque depois que os lascivianos a libertaram ela ficou mais sedenta ainda de...

sexta-feira, 5 de maio de 2017

40 anos de matrimônio

Caros co Caros confrades passageiros.
Por Chronos, como o tempo urge...
No dia em curso comemoramos 40 anos de matrimônio.
Não sei como a Alice me atura...
Não imagino minha vida sem minha amada consorte.
Alice, sempre te amei, amo e amarei.
Afetuoso abraço. Saudações amorosas.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Desestabilização


Caros confrades passageiros.
A seguir transcrevo, com a devida anuência do meu amigo, o escritor, jornalista e tanguista, o sapiente e tarimbado Milton Saldanha, suas considerações a respeito deste grupo, que tem como escopo, desestabilizar o processo democrático e a ordem pública depredando o patrimônio público.
Caloroso abraço. Saudações posicionadas.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.
"Fora black blocks !
Milton Saldanha,  jornalista

Black bloks são caras infiltrados nas manifestações, certamente pagos por algum grupo, inclusive do crime organizado, para atrapalhar o processo democrático. Agem com vandalismo que depois é atribuído aos manifestantes em geral, mas que na verdade repudiam a violência.  
Esses bandidos, poucos, convocam otários desprovidos de qualquer ideologia, que servem a eles como bucha de canhão. Gente que gosta da confusão, como acontece nas torcidas organizadas do futebol, e que só vai ao estádio para brigar e não para curtir o jogo. O black block é igual: não vai na manifestação para protestar e reivindicar. Seu propósito é só a baderna.
Quem ganha com isso é o alvo dos protestos, que usa os danos humanos e materiais como argumento para tentar desqualificar os movimentos populares.  
Tanto o governo como a mídia sabem que isso é verdade, mas se fazem de bobos. Enquanto isso, os bandidos travestidos de manifestantes continuam anônimos e impunes, sempre voltando para atrapalhar e incomodar.
Os organizadores das manifestações precisam organizar pelotões de defesa para deter esses vândalos, invocando o poder de polícia que a lei assegura a qualquer cidadão contra o crime. Mas sem violência contra eles, apenas entregando-os à polícia para a devida detenção e identificação. E que tenham seus nomes divulgados.
Quando alguém se apresenta mascarado e portando mochilas de conteúdo suspeito numa manifestação está confessando péssimas intenções. A indumentária é uma óbvia confissão de culpa, suficiente para justificar a detenção desses marginais.
Se isso não acontecer, toda oposição às manifestações, bem como a mídia que distorce os fatos, continuarão afirmando que os movimentos são de desordeiros. E isso tem dois efeitos perversos: muda o foco das atenções, das reivindicações para as depredações; e afasta das ruas pessoas que poderiam ir reivindicar direitos, mas não vão porque temem os tumultos. É exatamente o que desejam os inimigos da democracia, onde se insere o direito à livre manifestação.
A policia também tem que ser cobrada a se explicar. Incendiar oito ônibus no Rio de Janeiro, sem que nenhum vândalo tenha sido reprimido e preso, ou atesta a incompetência da polícia, ou sua complacência com o crime, para deixar o circo pegar fogo.
Se esses marginais não forem banidos de vez das manifestações, poderão crescer e tornar inviável no futuro o processo democrático. E já que a polícia não está fazendo o que dela se espera, principalmente com seus serviços de inteligência, que os organizadores o façam, em nome da ordem que as pessoas de bem desejam para lutar pacificamente por seus direitos e aspirações."
 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Anuidade de cartão extorsiva

Caros confrades passageiros.
Liguei para o Serviço de Atendimento ao Cliente do Itaucard, com o escopo de protestar contra a extorsiva taxa de renovação anual do cartão.
Precisei pedir ao Max meus sais centuplicado, quando quase tive um faniquito, ao saber que pagaria R$449,00 de anuidade.
Ao solicitar desconto, a atenciosa atendente Caroline, disse que poderia obter 70% de desconto, se utilizasse meus pontos acumulados, que recusei - com veemência - esta proposta vantajosa para os gestores do cartão e péssima para mim.
O que deixou-me estupefato foi saber que a anuidade do cartão mais rampeiro custa R$216,00.
Claro que - sem titubear - solicitei a emissão do cartão rampeiro.
Como é detestável ser extorquido...
Valha-me Padroeira dos Consumidores Desvalidos e Extorquidos.
Lembrei desta canção:
  

Caloroso abraço. Saudações extorquidas.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente extorquido, em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Saudações leitoras

Caros confrades passageiros.
Como diz o ditado "Quem não chora não mama"!
Ganhei de mimo de aniversário, do meu dileto Amigo Roberto Nunes Vieira, estes dois imperdíveis livros.
Muitíssimo obrigado pelos mimos dileto Amigo.
Que a Padroeira do Pito Aceso o tenha como pupilo sempre.
Caloroso abraço. Saudações leitoras agradecidas.

Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Santana de Paranaíba

Caros confrades passageiros.
A última vez que visitei a cidade de Santana de Parnaíba foi na data apontada na fotografia.
Esta cidade fundada no dia 14 de novembro de 1580 é uma das 39 cidades que compõem a região metropolitana de São Paulo e é uma das mais antigas do país.
E sempre auspicioso flanar nas bem cuidadas ruas que tem moradias seculares muito bem conservadas.
Caloroso abraço. Saudações parnaibanos.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

sábado, 29 de abril de 2017

Meu Natalício: 64 anos

Caros confrades passageiros.
Desejo ter mais um ano de vida repleto de acontecimentos auspiciosos,  incontáveis leituras, reiteradas fornicações, muitas viagens, visitações a museus, cidades históricas, assistir películas e peças de teatro que me tirem da minha zona de conforto, bem como ser feliz ao lado daqueles que amo!
Que a Padroeira do Pito Aceso me tenha como pupilo sempre.
Caloroso abraço. Saudações aniversariantes.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.


PS -  E assim "E LA NAVE"...
A lambisgoia da Agrado, aquela mexeriqueira mor que tu sabe e tu vê, avisa que este vídeo não é indicado para pessoas peçonhentas, mal amadas, rançosas, fuxiqueiras, invejosas, mal resolvidas, bem como não fornicam desde o último baile, que a família Imperial realizou na Ilha Fiscal.
Max, traga meus sais centuplicado diluídos numa garrafa de vodka Smirnoff. 

https://www.youtube.com/watch?v=Y79Dzeg_FoY



quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ora pois...

 
Caros confrades passageiros.
Eu não falo "Brasileiro", mas sim  Português, minha amada língua, que tornou-se riquíssima - por conta das variações linguísticas -  deixando-a propensa a tornar-se influente no âmbito mundial...
Caloroso abraço. Saudações lusófilas.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.
 
 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Descanse em paz?

Caros confrades passageiros.
Sempre fiquei intrigado com a frase "descanse em paz", expressada quando a existência de algum semelhante termina,
porque somente a nossa belicosidade cessará quando deixarmos de existir.
Max, traga meus sais centuplicado diluídos numa xícara de chá de niilismo.
Caloroso abraço. Saudações racionais.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, em ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Órfãos de lulismo




Caros confrades passageiros.
Mais uma vez - com muito empenho - divulgo uma crônica da lavra do meu querido amigo, o jornalista, escritor e tanguista, Milton Saldanha, que com sua sapiência e tarimba, desvela - sem titubear - a decepção daqueles que acreditavam que tudo seria diferente com a esquerda no Poder...
Caloroso abraço. Saudações desmascaradas.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.


"Orfãos do lulismo
Milton Saldanha,  jornalista

Conheci Lula quando ele iniciava no sindicalismo do ABC, como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, em 1975. Eu chefiava a redação da Sucursal do ABC do Estadão, Jornal da Tarde e Agência Estado, com uma equipe de meia dúzia de repórteres. Logo as atitudes do “rapaz”, como a ele se referiam alguns altos executivos das montadoras de veículos, porque ninguém tinha decorado o nome, começaram a chamar atenção. Lembro-me, por exemplo, quando André Beer, então diretor de vendas da General Motors, no intervalo de uma entrevista sobre mercado, tomando cafezinho, comentou:  “Esse rapaz está dando trabalho e começando a nos preocupar”.
Sem perceber, ele ligava minhas antenas: no dia seguinte, escalei uma repórter competente para acompanhar diariamente o setor sindical, principalmente os movimentos metalúrgicos. Numa equipe pequena, onde todos faziam de tudo, inclusive eu, dobrando função como repórter, era o único setor que entendi merecer um setorista em tempo integral. Muito em breve, era óbvio, o tal rapaz seria notícia. E fiquei curioso para conhecê-lo.
A setorista não era exclusiva, todos entravam na cobertura sindical, principalmente nas greves.
Fiz isso por minha conta, não queria ser surpreendido, e sem nada discutir com a matriz, a qual me reportava. O irônico é que o Estadão era um jornal completamente refratário à cobertura sindical. Nossas matérias sobre o setor viravam notinhas de pé página, e muitas delas nem isso, eram simplesmente excluídas.  Mas a Agência Estado distribuía, resumidas, para mais de uma centena de jornais de todo o Brasil. O Jornal da Tarde, mesmo sendo do mesmo grupo, era mais aberto, com melhor aproveitamento das matérias.
Quando, de repente, em 1978, eclodiu a célebre greve da Scania, estopim da greve geral que se alastrou nos dias seguintes por todo o setor metalúrgico do ABC, ficou claro o acerto do meu critério: a Sucursal já tinha ótimas e confiáveis fontes nos sindicatos. E fontes, no jornalismo, são a chave mestra para tudo.
A grande greve obrigou o Estadão a rever sua política editorial para o sindicalismo. O assunto era manchete em todos os jornais, inclusive no próprio Estadão, e a cobertura ocupava várias páginas, além de editoriais nas seções de opinião. A repercussão era também internacional. A própria sucursal, a pedido da matriz, serviu de redação para um correspondente da revista Time, dos Estados Unidos, que contava com nossa ajuda.
Na sucursal, além da vasta cobertura diária, com toda a equipe envolvida 24 horas por dia, mais três repórteres de reforço que pedi a São Paulo, eu fazia um informe diário, exclusivamente interno para o jornal, onde apontava os rumos e tendências dos acontecimentos.
Com a greve, do dia para a noite o nome de Lula pulou do restrito ambiente sindical local para o cenário nacional, com repercussões internacionais. É importante observar que havia ditadura e as greves estavam proibidas. O movimento, portanto, era um desafio ao regime. E não havia como reprimir: eles entravam normalmente nas fábricas, mas não ligavam as máquinas. A tática foi genial e surpreendeu a todos, principalmente aos patrões e ao governo.
Deslumbrado pela fama, Lula se tornou insuportável. Denotava traços de arrogância que não tinha antes da greve, quando nos dava entrevistas com a simplicidade dos mortais, inclusive em botequins, sorvendo uma pinguinha. Creio que começou a brotar ali seu projeto pessoal, mas isso é mera hipótese.
Nas grandes assembléias dos metalúrgicos, no Estádio de Vila Euclides, Lula era um líder de massas impressionante. Dominava a multidão e tinha a rara capacidade de emocionar, fazer rir, chorar, tudo, e quando queria. Seus fluentes discursos exalavam sinceridade, tinham timming perfeito e não cansavam.
Participando de um programa de entrevistas, na TV Cultura, deu um show que impressionou até os Mesquitas, da conservadora família dona do Estadão. No dia seguinte mandaram entrevistar Lula, com amplo espaço. Mas a tarefa foi confiada a um jornalista da matriz, conhecido como patronal, da confiança da direção do jornal.  
Hoje, o ex-líder metalúrgico parece uma caricatura de si próprio. Na tribuna, não é nem sombra do que foi naqueles anos. Além da idade, que pesa, afinal ele era 40 anos mais novo, tem a perda da voz e agora entram os fatores do desgaste político e das suspeitas.
Com uma vaidade que não fica nada a dever a do príncipe FHC, Lula mostrou completo desconhecimento da História numa fase em que resolveu se comparar a Getúlio Vargas. Só faltou o modesto rapaz achar que tinha também algo em comum com Deus.  
Para enquadrá-lo, não precisam nem investigações. Basta a contabilidade oficial do Instituto Lula: US$ 200 mil por palestra, pagas por empreiteiras corruptas, é um escândalo que dispensa comentários. Perguntem, como comparativo, se algum professor universitário da área científica, altamente qualificado, ganha isso por ano. 
É expressivo o número de intelectuais e artistas decepcionados, que romperam o apoio. Isso não pode ser confundido com virada ideológica. Não foram eles que mudaram e sim Lula, com suas inaceitáveis alianças, em nome do engodo da governabilidade. Depois, por exemplo, que foi em companhia de Haddad beijar a mão de Paulo Maluf,  na própria mansão do corrupto mor da República, não há estômago que agüente.
“Ah, mas a política é assim mesmo”, dizem os pragmáticos de sempre. Mentira, não é. Se existir compromisso real com o povo e não mistificação oportunista, não será assim. Caso contrário a conciliação entre eles será eterna, em contraste com o discurso eleitoral. Quem se junta a bandidos, bandido é.
Voltando ao passado de Lula: o Brasil, sob a ditadura do general Ernesto Geisel, há muitos anos não via um líder com tal performance.
Só comparável a Leonel Brizola, que eu vi e ouvi muitas vezes discursando.  Mas Lula era mais fluente e sabia administrar melhor o tempo, tinha percepção da hora de parar. Brizola sempre se alongava.
Não surpreende que Lula tenha chegado onde chegou.
Votei nele e fui às ruas, como militante, nas duas eleições em que venceu para presidente. Ainda que sempre desconfiando que surfava num projeto pessoal e não ideológico, por sua falta de cultura e tradição na luta. Até sua primeira greve, tinha ignorado a existência da ditadura, instalada 14 anos antes. Atravessou aquele período nos bailinhos e tentando conquistar mulheres. A idéia de resistência política sequer passava por sua cabeça. Nunca foi amigo dos livros. Nunca foi de esquerda. Repetia chavões que ouviu de alguém, para simular cultura, como aquela cansativa afirmação de que a CLT era cópia da Carta del Lavoro, do Mussolini. Mas nem isso aprofundava, tudo nele era raso.  
As demais opções eleitorais eram desoladoras. Bem ou mal, existia ali, no PT ainda com a imagem do partido que poderia arrumar a casa, alguma esperança. O governo FHC vinha embalado em vasta corrupção, que hoje todos esquecem, e o PT se apresentava como a melhor alternativa, que faria as mudanças.   
Depois, com o tempo, descobri que o verdadeiro mentor do sindicalismo no ABC tinha sido Paulo Vidal, ligado ao Partidão, com quem Lula aprendeu. Mas nunca prestou tributo ao mestre. Não é do estilo dele admitir que aprendeu algo com alguém.
Lula ascendeu na política construindo o próprio mito e tendo por base um forte corporativismo de classe e não uma ideologia de esquerda. No começo, repudiava a política formal, dos partidos, e esnobava os estudantes e intelectuais que buscavam aproximação.  
Os metalúrgicos formavam a elite obreira do país, com os melhores salários, que souberam conquistar, e boas condições de trabalho. Os bandejões das fábricas, por exemplo, sempre ofereceram refeições de boa qualidade. Eles tinham também transporte coletivo confortável e pontual,  sem precisar enfrentar os congestionados pontos de ônibus, nem caminhadas.
Os demais trabalhadores, ganhando menos, tinham que levar suas próprias marmitas e amargavam todos os dias no transporte para gado. Como ainda acontece.
A visão obreira de Lula não contemplava este outro lado. Não ia além do bem organizado e forte corporativismo metalúrgico. 
Não será segredo para ninguém que algumas greves ocorreram em aliança secreta com os patrões, quando isso era bom para as duas partes, para pressionar o governo. Um bom exemplo foi quando as montadoras enfrentaram o governo civil-militar contra o CIP – Conselho Interministerial de Preços, que represava os reajustes dos preços dos veículos. Empresas de ônibus usaram da mesma estratégia para reajustar tarifas.
Tudo perfeito, exceto pelo detalhe de que os demais segmentos da sociedade pagavam a conta. Não só diretamente, mas também pelo efeito inflacionário.  
Nada disso surpreende, principalmente agora, quando se sabe que sindicalistas pelegos, da Força Sindical e CUT, levaram suborno para acabar com greves, traindo os trabalhadores. Só falta apurar desde que época isso ocorreu, e quem levou. Paulinho da Força já se sabe que sim, e isso não surpreende, pela folha corrida deste senhor, membro da tropa de choque de Cunha.
Vale a pena também uma palavrinha sobre as grandes assembléias, das greves. Elas nunca foram democráticas, porque não havia encaminhamento contra. Só se falava a favor. Para fazer a greve e para decidir a hora de voltar ao trabalho. Tudo era decidido, de fato, no sindicato. Como os trabalhadores confiavam nas lideranças, seguiam suas diretrizes. As assembléias tinham dois objetivos: promover a mobilização e cumprir ritos legais. 
Mas o mito Lula não nasceu apenas disso. Teve enorme alavanca nos movimentos populares da Igreja Católica, nas mãos do clero progressista. Dom Claudio Hummes, então arcebispo e depois cardeal, deu expressivo apoio aos metalúrgicos e participou de encontros secretos com Lula. Foi também mediador em negociações com empresários. As comunidades de base da Igreja foram um dos berços do PT. Lula teve também o importante apoio do prefeito Tito Costa, de São Bernardo, na grande greve de 1979, que culminou na intervenção policial no sindicato.
Preso no Deops, tornou-se amigo fraterno do seu carcereiro, Romeu Tuma, que dirigia o famoso centro de torturas da ditadura. Mas ninguém tocou nele, ainda bem. O estranho foi a amizade. Típica da cartilha de Jarbas Passarinho, o entusiasta da ditadura que declarou, ao assinar o Ato-5: “Às favas com os escrúpulos”.
Tudo começou a ruir quando Lula e seu grupo aceitaram a aliança com a direita, inclusive corrupta, para conseguir vencer a primeira eleição. O resto todo mundo já sabe.
Surgiu então algo novo: os órfãos do lulismo. Uma legião que agora se vê sem alternativas, porque também não aceita a direita.
O mesmo fenômeno, mas talvez em menor escala, deve ocorrer no PSDB e PMDB, agora também estraçalhados pelas denúncias da Lava Jato.
Com certeza, um dos momentos mais difíceis no Brasil. Nada pode ser pior do que a imprevisibilidade total, às vésperas da principal eleição. Sob um governo de péssima credibilidade.
Por outro lado, a crise pode ensejar o impedimento ou aposentadoria dos caciques suspeitos e desgastados, abrindo espaço para novos postulantes. Entre eles, claro, aventureiros e farsantes. Que repetirão as velhas práticas, se mudarem apenas os nomes, sem reformar as viciadas estruturas do Estado."

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Outro viés...

Caros confrades passageiros.
Lembro que assisti esta película no meu já muito distante tempo que eu era petiz, no época que eu segurava vela para que minhas irmãs mais velhas pudessem ir à matinê dos cines Carlos Gomes ou Tangará, que ficavam na minha cidade de nascença, SantoAndré-SP, mas a única cena que lembrava era do tiro que a personagem, a química Laura Leal, interpretada pela brilhante Eva Vilma levou no final da película. Não fica claro se ela foi a óbito ou se restabeleceu no tiro, depois de internada num nosocômio. O que me intriga e que nunca esqueci esta película e agora tive a grata satisfação de encontrá-la e revê-la no youtube, que exibe a única cópia existente, com legenda em inglês. Depois pesquisei no oráculo moderno e descobri que ela foi produzida no ano de 1961 e estreou no dia 1 de janeiro de 1962. No meu viés esta película brasileira tornou-se cult, porque ela traz à baila um tema arrojado para a época que era as mensagens subliminares, transmitidas pela via radiofônica e televisiva.,bem ao estilo de filmes de ficção científica, além de apresentar cenas externas do então Estado da Guanabara (1960-1975), que foi a única cidade-estado da nossa amada Pátria, que ainda tem palmeiras e sabiás (não sei até quando).
Caloroso abraço. Saudações cinéfilas.
Até breve...
João Paulo de Oliveira​
Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.
LUZES! CÂMERAS! AÇÃO! 
https://www.youtube.com/watch?v=rL0AoV_D9Ck&feature=share

Google+ Badge